domingo, 25 de julho de 2010

Do desejo


Quem és? Perguntei ao desejo.
Respondeu: lava. Depois pó. Depois nada.

Porque há desejo em mim, é tudo cintilância.
Antes, o cotidiano era em pensar alturas
Buscando AQUELE OUTRO decatado
Surdo à minha humana ladrudura.
Visgo e suor, pois nunca se faziam.
Hoje de carne e osso

Osso, sangue, carne, o agora

DESEJO é uma palavra com a vivez do sangue.
DESEJO é Outro. Voragem que me habita.

Pois pode ser.
Para pensar o Outro, eu deliro ou versejo.
Pensá-lo é GOZO. Então não sabes?

INCORPÓREO É O DESEJO.

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