quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Lobinha

Pois é. Lendo. Observando. Imaginando. Tentando entender cada palavra de um livro. Enquanto tudo estava ali. Bem pertinho, ou melhor dentro de mim.

O meu coração reclamando, e eu achando que ele estava gripado. Que era mimado. Mas, não! Ele estava tentando me dizer: olha a velha, olha ela ali... quer te dizer algo. Não consegui ver.

Mas, ontem senti, senti suas palavras. Eram os meus ossos remexendo. Se deslocando. A dor. É. Descobrir que é através dela que meus ossos criam vida. Que meu instinto cria cor.

Feliz. Agora posso me relacionar muito bem com a dor. Através dela posso ver a velha. A velha que sabe. Que me diz a verdade. Que me dá a força.

Chorando, eu!? Não. Está chovendo. Não ver as gotas!? Lágrimas acariciando a alma. A minha alma. Que se renova. Que é nova e velha. Agora, resta nada. Nada.

mas eu digo. boa sorte. agora é só você. chove, se molha, se lava. e deixa que o sol te faça brilhar.

espere a primavera.




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